segunda-feira, 28 de junho de 2010

Insectos.



Há muitos insectos por aí!... Ao passar não reparamos neles, são diminutos, alguns confundem-se com a paisagem, outros são exuberantes na sua pequenez, mas se nos determos, encontramos um imenso mundo quase secreto, onde alguns parecem monstros e outros enchem o espaço circundante com as suas cores vistosas, berrantes até!

Gosto de insectos. A maioria é inofensiva e são fascinantes na sua variedade, só receio, porque dizem que são resistentes e incontáveis, que um dia, eles, tomem de assalto a terra.

sábado, 26 de junho de 2010

Numa tarde assim...



milhões de archotes tremeluzem
no metal incandescente dum sol aquático

foi numa tarde em fogo que as caravelas se foram

foi numa tarde assim             que o dia se afogou

A ver o Tejo...


Passear à beira do rio… Ir do Terreiro do Paço ao Cais do Sodré, ver as gaivotas… Lembrar tempos antigos ainda antes do nosso tempo. Por aqui passaram mercadores, reis, putas e mendigos, marinheiros e vigaristas, poetas e aventureiros… É bom, mesmo que o Tejo cheire a esgotos, os pássaros se alimentem dos dejectos flutuantes… e a glória seja passado.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Voltei

voltei

abandonei o corpo manso onde morri numa praia adormecido
como marinheiro encarnei  
dos sete mares sabedor

músculos largos    orgulho    força e raça - pequena ave

só para te poder amar

domingo, 13 de junho de 2010

Voltar ao mar


fez-se ao mar porque foi do mar que a vida veio


no mar são imaginários os caminhos - perdeu-se:

devolveu a vida ao mar

Um dia todos seremos mestiços.



As cores todas serão uma só cor

As culturas serão uma cultura

Faremos ninhos iguais aos dos outros

E todos falaremos a mesma língua.

Haverá uniformidade e harmonia

Tudo será paz e canto a uma só voz

A fusão acontecerá…

E o mundo um grande tédio

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Porque fazer um blog?

Pergunto-me porque resolvi fazes este blog. Certamente, dirão, porque tenho algo a dizer, a mostrar, ou porque preciso de me fazer “ouvir”! Não sei… Quando fazemos um diário e o partilhamos com as pessoas é porque, se calhar, achamos que somos interessantes e, como tal, as pessoas vão-nos achar interessantes também. Humm… Não me parece que seja o caso; pessoas a tirar fotografias, belas fotografias, são imensas, e eu sou medíocre. Quanto às letras, nem me atrevo a dizer que escrevo poesia devido ao respeito que tenho por essa palavra. Poderia, talvez, vir para aqui falar de astrologia, divulgar a minha profissão e os mal entendidos que ainda existem à sua volta devido a alguma desinformação. Mas realmente não me apetece, é de astrologia que falo no dia-a-dia, e este blog é assim como que uma espécie de catarse. Possivelmente um olhar na cidade, mas também um olhar em mim não propriamente narcisista, longe disso. Veremos até onde ele vai…

Todos os moinhos são velhos.


Todos os moinhos são velhos

sentinelas de sabedoria
olhares sólidos campestres
sobre a fluidez volúvel do rio

parecem não espreitar
estão ali
serenos
pensando na eternidade

de soslaio
lançam olhares desconfiados
ao avanço da cidade

terça-feira, 1 de junho de 2010

E se uma gaivota....


vivo com uma gaivota no peito
ferida em todos os continentes

morro

num país esquecido
no centro da rosa dos ventos