sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Arrábida, meu amor!

da terra e do mar fui
sem nunca ser de ninguém

atrás da esteva nasci
nos juncais disse amor
no oceano me afoguei

por isso a cinza final em voo
quero livre nas escarpas da serra

entre aloés

e o mistério da enseada

Noite das bruxas, dia de todos os santos...


Todos os anos há um dia em que o mundo visível e o mundo invisível quase se tocam – dizem.
Nesse dia, os espíritos errantes perdidos no limbo precisam da nossa luz para encontrarem o caminho.
Nesse dia, que é muito noite, fazemos de conta que nos assustamos com fantasmas que realmente tememos.
E quando o sol nasce no dia a seguir, corremos ao cemitério para nos certificarmos que os mortos estão mesmo mortos.
Nessa noite, que lembra candeias de azeite e medos antigos, quando o nevoeiro começa a envolver a terra, indignado... nasci.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Lisboa tem geometria!

Lisboa tem janelas abertas.

Vizinhas...

Ruelas...

Cultura e cor!

Lisboa tem o elétrico na rua.

Lisboa tem pátios.

Lisboa tem becos.

Lisboa tem arte.

Lisboa tem azulejos na parede.