quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Há quem ame assim...



o amor

vives _________________________ o amor
queres ________________________ o amor
cantas ________________________ o amor
escreves longos poemas _________ de amor
com voz de mel dizes a palavra ____ A M O R
acima de tudo existe ______________ o amor
porque amas ____________________ o amor
mais do que a alguém amas ________ o amor

seja ele ___________________ por quem for

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Angelo I

Não me lembro da hora do meu nascimento. É impressionante como o dia mais importante da minha vida ficou para sempre perdido no quarto escuro da memória. Meditando sobre o assunto, presumo, que esse dia não é um dia para comemorar, nem um dia extraordinariamente bom. Por alguma razão a natureza arranjou mecanismos para que esse acto ficasse algures recalcado nos traumas e nos medos que se iriam reflectir no resto da minha vida, ou então esse primeiro folgo que muitos glorificam, não é mais que o primeiro passo para o caminho onde impera o tormento e a dor omnipresente, ideia que certamente agradaria a Shopenhaur.
Esqueci o primeiro choro, o primeiro oxigénio que me entrou no sangue e tudo o mais que ficou para além dos três primeiros anos de vida. Será que um deus maior me vedou o conhecimento de uma possível vida antes da vida, e que o estar aqui é uma penalização por algum erro passado só lembrado num outro mundo paralelo para onde possamos retornar? O certo é que nos agarramos à alegria e entusiasmo de estarmos vivos, mas se olharmos à volta, e apesar de todas as maravilhas da natureza, não podemos ignorar a crueldade dessa mesma natureza, nem os instintos mais primários de todos os que nos rodeiam e que são camuflados pela evolução ou civilização, como quiserem.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Voltei num dia de nevoeiro!

E como fica bem num dia assim fui até aos Prazeres!

Ao cemitério, claro!
Gostei especialmente desta imagem...
Mas como o ambiente era demasiado gótico, desci até à Estrela...
... e fui ver o rio...

... caçar um pato...

... vê-lo pousar, afinal...

... observá-lo...



... e finalmente deixá-lo partir...

O dia hoje foi assim: sem cor, mas com muitos cinzentos...


A cidade às vezes é triste, mas não deixa de ser bela.