domingo, 13 de maio de 2012

Lisboa vista por quem não é de cá...


Matthew Brown gosta de contar histórias em vídeo, eu diria atmosferas. Um dia passou por Lisboa e fez esta edição que acho magistral denotando uma forma muito peculiar de ver a cidade e a sua gente. Pode existir quem não goste porque não é um "postal ilustrado", mas sim um certo respirar.

Alfama


Em Alfama, ou se se quiser al-hamma, o seu nome árabe, as janelas quase que se beijam como se contassem ancestrais segredos inconfessáveis. Ali as crianças brincam na rua, as pessoas cumprimentam-se como se uma aldeia fosse, mas todas línguas se cruzam dando uma sabedoria universal às paredes seculares onde flores espreitam das janelas cumprimentando as gentes que a visitam vindas de toda a parte do mundo. Á noite ouve-se o fado com os seus lamentos de almas doridas por amores desencontrados e o prazer da saudade. O lamento do fado é o lamento da perda e só se lamenta o que se perdeu quando o que se perdeu foi bom.

sábado, 12 de maio de 2012

O Photoshop e a esperança inventada.


O centro da cidade e do país encontra-se no coração do Rossio, o piso que representa todas as ondas do mar e das nossas angústias, esse chão, aqui, delimitado pelos altos muros assustadores dos cofres bancários que representam o poder obscuro que nos asfixia como povo. Do outro lado, para além dos cofres e do poder incomensurável do poder financeiro parece que há luz. Uma luz cativante, retirada do céu da Praça do Comércio virada para o rio, para o horizonte e para a outra margem.
Talvez haja esperança!

Branco de pureza.


Pergunto-me quanto branco ainda conservamos na alma manchada pelo negro da dor e do medo, e com o encarnado da raiva e da revolta… Quanta pureza ainda podemos guardar e oferecer a quem amamos?

Em dia de nevoeiro.


É certo e sabido: um dia quando partir vou ter muitas saudades de Lisboa, e todos partimos um dia... por escolha... ou não...